STF do Barroso e o Brasil dos 'manés'

Uma boa análise da notícia permite inferir que o atual presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, comete ato falho ao refletir as críticas sobre a participação dos integrantes da corte em "convescotes" da iniciativa privada patrocinados por empresas com interesses em julgados do tribunal Supremo.

De fato, quando Barroso afirma que tais críticas são movidas por "preconceito contra a iniciativa privada”, está admitindo, de forma implícita, que tais participações são do interesse da mencionada iniciativa privada.

Vejamos as razões:

"Tome-se o exemplo de recente declaração do presidente do Supremo, ministro Luís Roberto Barroso, a propósito da presença dele e de seus colegas de Corte em eventos empresariais privados mundo afora. Para o sr. Barroso, não há nenhum problema moral ou institucional quando ele e o ministro Dias Toffoli aceitam participar de um convescote para “discutir o Brasil” confortavelmente em Roma sob o patrocínio da JBS, empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista – que inclusive integrou um dos painéis como palestrante. Além do fato de a mulher do sr. Toffoli, Roberta Rangel, advogar para a holding J&F, controladora da JBS, o próprio ministro exarou inesquecíveis decisões monocráticas que beneficiaram diretamente os irmãos Batista, em particular a que anulou uma multa de R$ 10,3 bilhões estabelecida no acordo de leniência firmado pelo grupo empresarial com o Ministério Público Federal. É esse tipo de comportamento que de fato torna urgente “discutir o Brasil” – e não precisa ser em Roma ou alhures, pode ser aqui mesmo."

https://www.estadao.com.br/opiniao/esta-dificil-defender-o-supremo/

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