O pacote que não chegou
“Eu creio que a reunião de amanhã é uma reunião que, pelo nível de decisão que vai ter que ser tomada por ele, são coisas realmente muito singelas para decidir”, (Hadad)
A semana iniciou com o ministro da Fazenda, Fernando Hadad, otimista com a possibilidade de concluir a entrega de um "pacote" de medidas para manter o chamado arcabouço fiscal, que é capenga desde sua origem.
De fato, com o retorno da vinculação das despesas de saúde e educação à receita e a não restrição das despesas obrigatórias ao limite imposto ao crescimento das despesas totais, o tal arcabouço nasceu fadado ao fracasso em poucos anos, no mais tardar em 2027, segundo o mercado.
O pacote de medidas elaborado pela Fazenda prevê medidas estruturais de redesenho de políticas públicas que reduzem benefícios sociais ou restringem o público alvo contemplado. Além das medidas conjunturais de limpeza e regularização do cadastro dos beneficiários.
Entretanto os ministros das área social, notadamente Luiz Marinho, da Previdência, Lupi, do Trabalho e e Wellington Dias, do Desenvolvimento Social, além de grande parte do PT, vem criando grande resistência a essas medidas, acusando elas como medidas de caráter neoliberais e contra os interesses da população carente.
Hadad e equipe, juntamente com Simone Tebet, do Planejamento, tentam mostrar otimismo e diariamente vem renovando que Lula decidirá no dia seguinte as medidas do pacote.
Entretanto, parece, o tal pacote anda extraviado e não encontra o endereçamento proposto pelo Ministro.
Hadad: “Penso que há um consenso em torno do princípio e, a partir dessa devolutiva o presidente encaminha o endereçamento para o Congresso”, (5ª feira - 7.nov)
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"o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia afirmado que a maior parte dos membros do governo que participam das discussões haviam convergido sobre a necessidade do conjunto de medidas e que haviam apenas dois “detalhes” para serem fechados, antes de o pacote ser apresentado aos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG)."
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"Durante reunião com o ministro da Previdência, Carlos Lupi, Haddad não teve nem chance de apresentar nada. Lupi foi quem mostrou medidas que o ministério está tomando, a venda da folha de beneficiários para a Crefisa operar (ver no blog O Cidadão: governo taxa consignados do INSS) e o sistema Atestmed, que concede auxílio-doença por meio da análise documental."
https://www.infomoney.com.br/politica/reuniao-sobre-medidas-fiscais-termina-sem-anuncios-diz-planalto/
https://www.poder360.com.br/poder-economia/lula-nao-anuncia-novo-pacote-de-cortes-e-frustra-haddad/

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