O velório da Lava-Jato

As diferenças entre os partidos, e mesmo entre os políticos, parecem se concentrar apenas na disputa do poder e dos cargos públicos do aparelho do Estado. As divergências aqui e acolá logo são superadas ao menor sinal de mudança no status quo.

Nesse sentido foi a reação do establishment quando a operação Lava-Jato ameaçou as principais lideranças políticas e empresariais no país. Logo surgiu um "Pacto" supra-poderes para não só "estancar a sangria", como reverter suas ações. Para mais detalhes veja o post "Inquérito sem fim: a origem", aqui neste blog.

Coube ao STF reabilitar quase todos os políticos envolvidos, de  Lula,  Calheiros, Barbalho e outros, até chegar contemplar, nos últimos dias, Alckmin e José Dirceu.

Mas resta um bode expiatório em toda aquela leva de corrupção explicitada, comprovada e muitas vezes confessadas. Como lembra o colunista Luiz Carlos Azedo, do Correio Brasiliense:

Nas entrelinhas: Só falta Sérgio Cabral no velório da Lava-Jato

"O ex-governador está na expectativa de decisões dos ministros do Supremo Gilmar Mendes, sobre a Operação Calicut, e Dias Toffoli, no caso de Curitiba"

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"Cabral ainda está na expectativa de decisões dos ministros do Supremo Tribunal federal (STF) Gilmar Mendes, sobre a Operação Calicut, que apura doações eleitorais da Andrade Gutierrez, e Dias Toffoli, no caso de Curitiba. Coveiros da Lava-Jato, os dois ministros ainda não convidaram o ex-governador fluminense para o velório, mas estão anulando todas as decisões de Moro e Bretas. Em tempo: o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) também já foi beneficiado e pode disputar eleições."

Fonte: https://blogs.correiobraziliense.com.br/azedo/nas-entrelinhas-so-falta-sergio-cabral-no-velorio-da-lava-jato/

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