Campos Neto: um autêntico gentleman
Roberto Campos Neto demonstra que é um verdadeiro cavalheiro. De saída do BC, matou no peito a bola nas costas do Galípolo, e aliviou a exagerada pressão, do governo e do PT, antecipada por Gleisi e Lindbergh nas redes sociais, sobre o início da nova gestão.
De fato, ao conduzir o colegiado do BC a decidir por um aumento de 1% na Selic e reintroduzir o "forward guidance", antecipando mais dois aumentos de mesma intensidade nas próximas reuniões, de janeiro e março, elevando a taxa para 14,25% ao ano, RCN não só assumiu o desgaste de um aumento da taxa acima da média das previsões do mercado, como "avocou" o ônus das duas próximas decisões, duríssimas, de aumento dos juros em 1%, num total de 3%, deixando Galípolo menos exposto para manter ou até aliviar o aperto monetária herdado.
A reunião desta quarta-feira (11) foi a última presidida por Roberto Campos Neto, indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A partir de janeiro, Galípolo, atualmente diretor de política monetária e indicado pelo presidente Lula, assumirá a liderança do Banco Central.
g1: política - Blog do Camarotti
"A decisão de uma alta expressiva na Selic sob a gestão de Campos Neto dilui o ônus político entre os atuais membros do Copom, evitando que Galípolo inicie sua gestão sob pressão política devido à resistência explícita de Lula contra o aumento dos juros. "O Copom protegeu o início da gestão de Galípolo", afirmou ao blog uma fonte da equipe econômica.
Havia uma percepção interna de que Galípolo poderia enfrentar forte desgaste político caso tivesse que implementar medidas mais rigorosas logo no início de sua gestão. Reservadamente, até integrantes da equipe econômica admitiam que ele estaria em uma posição delicada diante da necessidade de endurecer a política monetária."
https://g1.globo.com/politica/blog/gerson-camarotti/post/2024/12/11/ultimo-copom-de-roberto-campos-faz-operacao-para-blindar-galipolo-pelas-proximas-duas-reunioes.ghtml

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